Medeiros Neto: Acusado de matar homem a pedradas se apresenta à Polícia

Apontado como autor do assassinato de Ilmarques Pereira de Matos – o “Marquinhos”, o vaqueiro Marlei Ferreira Santos, vulgo “Cowboy”, de 27 anos, se apresentou na Delegacia de Polícia Civil de Medeiros Neto, na manhã desta sexta-feira(08), acompanhado de um advogado.

O homicídio aconteceu na noite da última terça-feira (05), na Rua Pastor Pacifico, bairro Uldurico Pinto, e Marley estava foragido desde então.
Segundo o delegado titular, Dr. William Silva Teles, Marlei não possuía antecedentes criminais, confessou o crime em depoimento, mas disse que não teve intenção de matar Marquinhos.

Ele confirmou que estava em um bar, nas casas populares, que teve um pequeno desentendimento com a sua companheira, Ana Paula Santos Carvalho e que, após o início da discussão, o referido estabelecimento foi fechado e que eles continuaram discutindo na rua; momento em que “Marquinhos” chegou ao local, se aproximou e entrou em defesa de Ana Paula.

“Ele (“Marquinhos”) disse: ‘agora você vai resolver comigo!’ e partiu para cima de mim, me dando porrada”, disse Marley. Ele ainda contou que, após ter tentado acertar “Marquinhos” com seu capacete, ambos caíram no chão trocando socos, mas, como ele estava apanhando, mesmo ainda caído no chão, conseguiu alcançar uma pedra, e que desferiu vários golpes contra a cabeça da vítima, até que o mesmo veio a desfalecer.

Marlei ainda disse à Polícia que, após o ocorrido, se afastou da vítima e foi para casa, pois achou que “Marquinhos” havia apenas desmaiado, e que não teve intenção de matá-lo.

Na ocasião, a Polícia Militar e o SAMU foram acionados. “Marquinhos” não resistiu aos ferimentos e o óbito foi confirmado no local pela equipe do SAMU. Marlei fugiu imediatamente a bordo de uma motocicleta, Bros, vermelha. O fato foi presenciado por Ana Paula e por outras pessoas que estavam próximas do local do crime.

O delegado disse que, nesta sexta-feira (08), ouviu também o depoimento de Ana Paula, que vai ouvir o resto das testemunhas, e que um inquérito será encaminhado ao Ministério Público – MP. Marlei Ferreira foi ouvido e liberado, justamente por estar fora de flagrante.

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