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Publicado em 09/11/2016 às 02h58min | Autor: Jan Santos

Vídeo: Itanheense é hostilizada por apoiar PEC 241 durante ato em Universidade

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Durante uma Assembleia Estudantil, marcada para tratar sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 241), que estabelece limite para os gastos públicos pelas próximas duas décadas, e a greve geral, no espaço da Reitoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) de Cruz das Almas, três estudantes foram hostilizados ao entrarem portando cartazes com frases apoiando a PEC 241 e camisetas do deputado (e pré-candidato a presidente) Jair Messias Bolsonaro.

Dentre os alunos estava Clarice Almeida (18), da cidade de Itanhém, que cursa o Primeiro semestre de Bacharelado em Ciências Exatas e Tecnológicas.

A equipe do MedeirosDiaDia entrou em contato com Clarice que, gentilmente, nos contou a história: "Começaram a nos vaiar e empurrar desde os corredores, aos gritos de racistas, fascistas, golpistas, nazistas. Por pouco não fomos agredidos fisicamente, pois tinha muita gente nos defendendo, mas jogaram spray (tinta) nos nossos cartazes”.

Os cartazes tinham frases como "Nenhum país sobrevive gastando mais do que ganha”, "Eu apoio a PEC241" e "Bolsonaro 2018”. Ainda de acordo com a estudante, em nenhum momento eles revidaram contra as ofensas e empurrões.

Depois do ocorrido, a Assembleia foi transferida para fora da Reitoria e todos saíram. Perguntamos ainda a Clarice o motivo do apoio a PEC 241 e o que ela achou da reação dos alunos de esquerda:

"A PEC 241 é o único meio viável e eficiente, no momento, para tirar o Brasil da crise. Eu li o texto e reconheço que tem algumas falhas e brechas, porém, tudo vai depender dos futuros governos. Mas, apesar disso, ela é mais que necessária para desatolar o Brasil da lama que o PT afundou. Pra falar a verdade não fiquei nada surpresa com a reação dos "esquerdistas” (...) pois, já tenho um histórico de embates com esse pessoal. O que me deixou feliz foi ver pessoas que se declaravam desacreditadas da política brasileira ganharem um pouco de esperança quando souberam do ocorrido. Não vejo isso que aconteceu como um ato grandioso de coragem e tal...eu sai de casa só com o pensamento de cumprir meu dever de cidadã e jovem politizada. Apenas expressei minha ideologia, mas parece que eles (os esquerdistas) só defendem liberdade de expressão quando esta os favorece.


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