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Publicado em 12/09/2018 às 00h23min | Autor: Jan Santos/ MedeirosDiaDia

Quatro anos de saudades: Salve, salve, simpatia! Uma grande voz se calou.

Comunicativo, amigo e muito popular, Isack colaborava sempre com os artistas da terra.
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Salve, salve, simpatia! Foi fazendo uso deste jargão que o jovem Zaqueu Barbosa Azevedo se transformou no grande radialista Isack Balla, e conquistou a estima de milhares de ouvintes, por todo Extremo Sul.

Natural de Medeiros Neto, filho de dona Maria Zélia Barbosa de Azevedo e do senhor José Francisco de Azevedo - o “Neguinho do Táxi” (in memoriam), Isack começou no rádio aos 15 anos de idade e, com sua maneira alegre e descontraída de fazer comunicação, agitou as programações da Rádio Tropical FM de Medeiros Neto, onde começou, e teve ainda passagens pela Rádio Cidade de Teixeira de Freitas, e, posteriormente, retornando a Medeiros, comandou um programa na Rádio Liberdade FM.

Isack brincando com crianças em Medeiros Neto. Arquivo: Jandinho Sampaio

Comunicativo, amigo e muito popular, Isack colaborava sempre com os artistas da terra, divulgando sua arte e, de quebra, fazendo participações indiretas em seus trabalhos, como no caso da música “Mudinho Falador”, da Banda Boeing do Boneco, que, na época, tinha o músico Patrick Brito como um dos vocalistas, onde, no finalzinho da música (aos 2:35), se pode ainda ouvir um pouco da voz animadíssima do saudoso radialista, com o seu “salve, salve, simpatia! Que beleza!”
Foram 16 anos dedicados à comunicação. Como todo bom brasileiro, Isack Balla enfrentou muitas batalhas, muitas lutas. Mas, seu maior combate se deu quando descobriu que fora acometido de um câncer no pulmão. Na busca pela recuperação, ele deixava claro, aos médicos e familiares, a sua fé na cura pregando aquilo que acreditava.

Contudo, numa madrugada de sexta-feira, 12 de setembro, do ano de 2014, na cidade de Belo Horizonte, após cinco meses de luta contra o câncer, o radialista que, fizesse chuva ou sol, deixava as tardes mais alegres com seu bom humor, entusiasmo e suas brincadeiras, aquele, que já atendia o telefone ao vivo transmitindo o riso contagiante, “combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé*”. Com apenas 32 anos de idade, uma grande voz se calou.

Hoje, passados exatos quatro anos de sua partida, a saudade visita familiares, amigos e ouvintes, mas não vem acompanhada da tristeza como protagonista. Hoje é um dia dedicado para relembrar os bons momentos que foram guardados na memória. Hoje é um dia para relembrar a presença de uma pessoa querida por todos, que foi capaz de, através do rádio, transmitir muitas alegrias.

Por: Jan Santos / MedeirosDiaDia
Fotos: Arquivo da família



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